Translate

sábado, 17 de junho de 2017

Poemas de crítica social

Os poemas abaixo foram escritos no estilo da 3ª Geração da Poesia Romântica no Brasil... Está geração é marcada pelo inconformismo e pelo tom de crítica social em seus escritos. Com base nas minhas aulas, no conhecimento obtido e através do sorteio de algumas palavras (para complicar um pouquinho) os alunos do 2ºE do ano de 2016 escreveram e se expressaram. Boa parte destes alunos estão no 3º Ano do Ensino Médio em 2017. Os melhores textos seguem abaixo... Boa leitura.




A escravidão
(Lucas Francisco Lopes)

O silêncio da noite...
Ninguém a trabalhar.
Mas o espirito de escravidão
trabalha sem parar...
Se reflete no povo
que espera o sol raiar
para tentar se sustentar
através de algum trabalho
ou de algum “quebra-galho”.




O trabalho
(Yago Henrique Pontes)

Minha vida tremenda,
Nem todo mundo aguenta.
Ela já está traçada,
Mas no fim não vejo nada.


  

Escravidão
(Matheus Henrique de Almeida Ennes)

hoje o povo vive
numa escravidão sem fim...
o pior é que nem sabe o porquê.
hoje a escravidão
não é apanhar de açoite;
é trabalhar duro, sem parar
- dia e noite.
  



(Matheus Henrique de Almeida Ennes)

Engate a mente,
acredite em si,
na sua boa estrela
e reconheça
a sua luz do interior,
 a sua própria natureza
especial e peculiar
de alguém que tem
no espírito a beleza
e a leveza no olhar
de poder lavar a alma
numa noite bela e calma...




Pensamento
(Brunno Henrique)

O pensamento peculiar
entre a lua e as estrelas
me faz dormir e sonhar
mesmo em escravidão ou solidão
Não posso tê-las?
Não, não posso não.
Mas me resta a beleza
do sonho de que um dia
haja uma certeza
tão doce e prazerosa
como uma sobremesa:
o povo com pensamento novo
tendo pelo menos
 comida sobre a mesa...
Assim seja.



  
POPULAÇÃO
(Lorena Maria)


COMO POSSO SER MANTIDO
SE NEM IDEAIS TENHO TIDO?
CADÊ O PAÍS DO FUTURO
E A FORÇA DO NOSSO ESPÍRITO?

SE NEM NA ESCRAVIDÃO ABRIRAM MÃO,
NÃO É AGORA QUE HAVERÁ REDENÇÃO.

SE O NOSSO FUTURO É A MORTE
VAMOS EM FRENTE!
SEM MEDO, SEM SILÊNCIO ALGUM,
LUTANDO POR NOSSA SORTE...



  
Silêncio da escravidão
(Larissa Ramos Pimentel)

O povo está cansado
Dessa escravidão e desses maus tratos
Queremos mudanças já

Essa corrupção está no espírito
A morte da cultura está chegando
O mundo está acabando

Devemos tomar atitudes
Mudar esta situação
Para o futuro da nação



  
Livre para voar
(Alberto Júnior)

Livre para voar
Nas asas do vento.
Quebrando as amarras
Do pensamento.
Imagino um mundo
Em que todos são livres.
Não há servos nem senhores,
Não há grandes nem pequenos.
Todos são iguais,
Com os mesmos ideais...
Imagine se for capaz.



  
Vamos lá
(Ana Flávia Valim Otto)

Vamos lá, não queremos a escravidão.
Vamos em frente população.
Cadê sua verdadeira expressão?

Não é hora do nosso silêncio
Sem nenhum benefício.
Vamos povo de bom espírito.

Será que haverá mortes
e precisaremos de sorte?
                                       Só nos resta uma certeza:
precisaremos ser fortes.
  



Escravidão
(Thaynee)

No meio do povo
Permaneço em silêncio,
Exatamente como alguém
Em tempos de escravidão,
Sem poder me expressar
Para poder me libertar.

Estou perdido no mundo
De índices de morte por segundo.
Junto com meu espírito,
Encontro meu eu-lírico.
Só quero que devolvam
A liberdade de expressão
Como fonte de informação.




O povo
 (Ketlyn Vitoria)

Lutamos por nossos direitos
Sem desistirmos nunca
Pois somos brasileiros
Alguns políticos não têm coração
E não param de roubar.
Somente com o fim da corrupção
Poderemos dizer que nossa pátria
É um verdadeiro lar
Para toda nossa nação.



  
Esperança
(Victor Hugo Ribeiro)

A cada luar
a morte de algum ser
propaga uma chama
da beleza de viver...
Enquanto todos nós
esperamos em silêncio
por um mundo bem melhor.



  
Mundo peculiar
 (Junior Cesar Dos Santos)

Olhamos para o céu cheio de estrelas
E pensamos que a vida é uma beleza.
Na verdade, só existem incertezas
Na complexidade do silêncio
De nosso povo sem voz
Numa escravidão sem fim
De um sistema feroz...
Mas, o que nos torna
Mais forte é o espírito
Independente da forma.




REDES (ANTI) SOCIAIS
(Thaís Gabrielle)

ESTAMOS AGORA EM TOTAL ESCRAVIDÃO:
REDES SOCIAIS TOMAM CONTA DA NAÇÃO...

PECULIAR SINGULARIDADE...
GERAÇÃO CABEÇA-BAIXA
FORMANDO NOSSA SOCIEDADE.

HÁ UM CLAMOR DE SOCORRO
NO QUE SE DIZ “AVANÇO”.
RESTA-NOS APENAS
MERGULHARMOS EM PRANTO.

O ´´OLHO NO OLHO´´
À DERIVA DA MORTE.
REDES ANTISSOCIAIS:
POVO ALIENADO E ABANDONADO
 À SUA PRÓPRIA SORTE...










4 comentários:

  1. Respostas
    1. Valeu Professora Jaque... Obrigado por nos prestigiar.

      Excluir
  2. Adorei a iniciativa profesor Igor. parabéns. Muito talento dos alunos e alunas. Alguns irão seguir carreira de poeta e todos jamais esquecerão esta vivência.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sua presença nos honra, Corina... Obrigado pelas gentis palavras.

      Excluir